Economia
OE2027. Comissão Política do PS manifestou "consenso total" sobre abstenção
A Comissão Política Nacional do PS manifestou quarta-feira à noite «um consenso total» sobre a abstenção na generalidade do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), adiantou o dirigente André Moz Caldas, que justificou esta decisão com a estabilidade.
«A Comissão Política Nacional não tem a cultura de votar formalmente este tipo de propostas do secretário-geral, não é uma obrigação estatutária fazê-lo e, portanto, o sentimento global que resulta do conjunto das intervenções é de um consenso total em torno do sentido de voto que o partido vai ter no Parlamento», disse o porta-voz do PS aos jornalistas na sede do PS depois desta reunião.
De acordo com André Moz Caldas, a Comissão Política Nacional do PS mostrou «um grande consenso em torno da posição proposta pelo secretário-geral do PS de transmitir ao Grupo Parlamentar o entendimento dos órgãos de que o sentido de voto do Partido Socialista no Orçamento de Estado para 2027 deve ser um voto abstensivo», o que permitirá a viabilização do documento.
«O significado desse voto obviamente não mostra nenhuma concordância ou aproximação nem com o conteúdo do Orçamento de Estado, nem com a política do Governo atualmente em funções. É um compromisso com as portuguesas e com os portugueses, um compromisso com o conjunto do país, é com a estabilidade política e a possibilidade de ultrapassarmos momentos de grande dificuldade», ressalvou.
O dirigente do PS referiu que esta abstenção é «para a generalidade».
«A não haver nenhuma surpresa que modifique os dados do problema, manteremos a abstenção na votação final global. Mas, evidentemente, se houver algum episódio que não se antecipa hoje que possa vir a acontecer e que é um cenário meramente teórico, em princípio não haverá alterações», disse.